
Montijo debate Estratégia de Lisboa
A Câmara Municipal de Montijo, através do Gabinete de Desenvolvimento Associativo e Cidadania (GDAC), promove um debate sobre a “Estratégia de Lisboa”, no dia 13 de Dezembro, às 18 horas, na Galeria Municipal. A iniciativa, aberta à participação de todos os munícipes, é realizada em parceria com o Centro de Informação Jacques Delors, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Banco de Portugal. O debate contará com as presenças de Francisca Saraiva, docente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, e de um representante do gabinete do coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico. As questões relacionadas com a Estratégia de Lisboa, as suas implicações na vida dos cidadãos, o papel da União Europeia e dos Estados Membros na sua execução serão alguns dos temas abordados. Em 2002, durante a presidência portuguesa da União Europeia, Portugal apostou na concepção duma resposta moderna ao desafio de tornar a Europa num espaço competitivo à escala global, sem colocar em causa a coesão social e a sustentabilidade ambiental. Nascia, assim, a Estratégia de Lisboa, um conjunto de linhas directivas que procuram aumentar a competitividade da economia europeia e, dessa, forma, garantir a sustentabilidade do estado social moderno e melhorar a qualidade do ambiente. Para mais informações contactar o GDAC através do telefone 212327878 ou do e-mail associativismo@mun-montijo.pt.
Fonte/Rostos
Movimento masculino de Setúbal contra a violência
Um movimento de cidadãos apresentou sábado em Setúbal o manifesto ‘Homens Contra a Violência’, que apela à denúncia pública da violência no seio da família. “Entre marido e mulher, quando a violência está envolvida, temos de meter a colher”, afirmou José Manuel Palma, professor universitário e o primeiro subscritor do documento, durante a iniciativa promovida em parceria com o Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Distrito Setúbal, no âmbito das comemorações do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. O porta-voz deste movimento masculino salientou que “é necessário que os homens assumam que a sua responsabilidade é denunciar e estar contra” a violência, e pediu para terem “um papel mais activo a nível político”, de forma a “mudar o que tem de ser mudado” na actual sociedade. “Não podemos olhar para o lado”, notou. Catarina Marcelino, presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal, salientou que este “não é um movimento partidário, mas um movimento de homens de diferentes sectores da sociedade que se juntaram com o mesmo objectivo”. Para a dirigente socialista “este é um movimento para o futuro”, e esta tomada de posição pública “é o princípio de um movimento de participação cidadã que vai ser um movimento activo de denúncia e de posição de homens contra a violência”. A próxima etapa do movimento, de acordo com José Manuel Palma, poderá passar pela constituição de “um núcleo de observatório para pensar criticamente toda a estrutura de apoio às vítimas” do actual quadro da intervenção social em Portugal. Por outro lado, pretendem dar visibilidade ao projecto com “alguns movimentos de rua”, e tentar “expandir” o movimento a outras zonas do país. Catarina Marcelino notou que a legislação que estabelece a violência doméstica como crime público e as casas abrigo “não são uma resposta real e efectiva na defesa da vida das vítimas”, frisando que “é essencial investir na prevenção de qualquer tipo de violência”. “O papel das autarquias é essencial na prevenção” devido à proximidade com as populações e o papel do poder local “não se pode cingir ao apoio financeiro às instituições de acção social”, frisou a representante das Mulheres Socialistas. Catarina Marcelino defende que “as autarquias devem apoiar directamente a comunidade”, e deu o exemplo do espaço de apoio às vítimas de violência da Câmara Municipal de Montijo, que “é a porta de entrada para uma rede concelhia, em que todas as instituições estão organizadas entre si, para darem uma resposta rápida e eficaz às pessoas necessitadas”. Esta tomada de posição juntou cerca de 100 homens de vários sectores da sociedade, nomeadamente, do meio político, jornalístico, universitário, económico, cultural, social, ambiental e desportivo. De acordo com o documento apresentado, este movimento tem origem na tendência europeia e norte-americana no surgimento de movimentos masculinos contra a violência, em que “afirmam a sua identidade de género e a sua responsabilidade cidadã e política”. A sessão pública de apresentação do manifesto decorreu no passado sábado no Clube dos Oficiais, em Setúbal, associando-se às comemorações do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A violência na esfera privada atinge anualmente milhares de mulheres e crianças em todo o mundo, não olhando a idade, nacionalidade ou classe social. Em Portugal, entre 2000 e 2005, foram apresentadas 89 mil queixas nas forças de segurança, no entanto, a maioria das vítimas de violência doméstica não apresenta queixa, o que significa que o número de situações deverá ser largamente superior.
Fonte/setubalnarede.pt

Metro de Lisboa pára a 19 de Dezembro e 9 e 11 de Janeiro
O metro de Lisboa vai parar a 19 de Dezembro e 9 e 11 de Janeiro devido a uma greve dos trabalhadores que já provocou sete paralisações este ano. A decisão, que visa conseguir o prolongamento até 2011 do Acordo de Empresa que caduca no final de 2007, foi tomada em plenário de trabalhadores, anunciou hoje a Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos (FESTRU), afecta à CGTP/IN. A greve será de cinco horas diárias, entre as 06:30 e as 11:30, adiantou a mesma fonte. Após a última greve, os cinco sindicatos que representam os trabalhadores da empresa pediram uma reunião urgente ao novo presidente do conselho de gerência, que se realizou no passado dia 13 e na qual expuseram as razões que levaram ao conflito. Segundo a FESTRU, na quinta-feira passada, dia 23, realizou-se novo encontro sem que tenha sido alcançado qualquer acordo. A FESTRU diz em comunicado que o presidente da empresa, Joaquim Reis, transmitiu aos representantes dos trabalhadores que neste momento não há disponibilidade para «negociar a prorrogação da cláusula de vigência» do Acordo de Empresa (AE).
Fonte/D.D.
Ecstasy pode danificar nas primeiras tomas
O ecstasy pode provocar danos no cérebro de indivíduos logo no início do consumo, mesmo que este ocorra em pequenas doses. Um estudo do Centro Médico da Universidade de Amesterdão, Holanda, permitiu constatar uma diminuição da circulação sanguínea em certas zonas do cérebro de jovens adultos que começavam a utilizar aquela droga sintética. "Além disso, observámos uma diminuição relativa da memória verbal em indivíduos que consomem ectasy, comparativamente com indivíduos que nunca tomaram" a substância, explicou ontem Maartje de Win, principal autor da investigação, apresentada ontem em Chicago, EUA, na conferência anual da Associação de Radiologia norte-americana. O estudo envolveu 188 voluntários, parte dos quais com forte risco de se tornarem consumidores daquela droga (também conhecida por MetileneDioxoMetaAnfetamina, ou MDMA). A equipa de investigadores utilizou técnicas de neuro-imagem, de modo a medir o estado dos neurónios e o fluxo sanguíneo em diferentes zonas do cérebro, além de diferentes testes psicológicos. Dezoito meses depois, os médicos voltaram a submeter exames e testes 59 indivíduos que entretanto se tornaram consumidores de ecstasy, tendo tomado em média seis comprimidos, e outros 56 que não consumiram. O ecstasy, uma substância estimulante e psicadélica, reduz a concentração no cérebro de serotonina, um neurotransmissor que desempenha um papel importante na memória, na dor, no sono, no apetite e nos estados psicológicos.
Fonte/J.N.

Burlou Estado em dez milhões
O proprietário de uma empresa de material informático foi detido pela PJ de Coimbra por suspeita de burlar o Estado em dez milhões de euros, ao não liquidar os impostos – IVA e IRC – de vários anos fiscais. Além disso, o empresário de 41 anos comprava ‘software’ e ‘hardware’ com cheques sem cobertura – ou ficava a dever – e depois vendia abaixo do preço de mercado. Os fornecedores foram lesados em 200 mil euros. De acordo com a PJ, a empresa operava a partir de Viseu e também se abastecia no estrangeiro. As assinaturas em cheques e facturas eram por vezes falsificadas para proteger o prevaricador. O empresário responde por fraude fiscal qualificada, burla qualificada e falsificação de documentos. Reside em Lisboa e ficou em liberdade, sujeito a caução de 15 mil euros e apresentações periódicas às autoridades. Segundo a PJ, tinha o hábito de fechar e abrir empresas para não levantar suspeitas. Foram identificadas oito. Tinha três cúmplices, detidos há seis meses.
Fonte/C.M.

Câmara Municipal do Montijo é uma vergonha
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«Pedimos desculpa pela qualidade das fotos»
Não me resta dizer muita coisa sobre o que se passou no passado dia 24/11/2006 no centro do Montijo, simplesmente o que as imagens provam é bem elucidativo e prova a vergonha que é a actual Câmara do Montijo. Tal como eu, muitos são os Montijenses insatisfeitos com o comportamento irresponsável e leviano que a Autarquia tem tido. Publicamos assim a revolta e a vergonha, descrita num e-mail de um cibernauta que nos enviou, “Por aqui se vê onde esta o plano de emergência do Montijo, ainda na passada sexta feira dia 24/11/2006 a dita baixa do Montijo ficou debaixo de água e onde estava o plano organizado pela câmara??? Que vergonha tenho de viver no Montijo, que vergonha tenho desta Câmara…”. SEM MAIS COMENTÁRIOS
Por Vergonha

Faz o que te digo e não o que faço
Faz o que digo e não o que faço. Parece ser este o lema da CM de Montijo em relação à sustentabilidade da água. O BE – Bloco de Esquerda desde a sua eleição em Outubro de 2006 que sensibiliza a CM de Montijo para a preservação da água no concelho. Em 22 de Dezembro de 2005 apelámos e propusemos em Assembleia Municipal algumas alternativas para a poupança de água. Em 28 de Abril mais uma vez alertámos a CM de Montijo para a urgente necessidade de poupar água e de lançar uma campanha de sensibilização permanente sobre a questão, mais uma vez fomos ignorados. Quando em Junho apresentámos um requerimento sobre esta questão, ainda sem resposta por parte da CM Montijo, fizemos na consciência de que com o aproximar do Verão esta necessidade era ainda mais urgente, senão vejamos:
- O ano de 2005 foi considerado de seca e o Montijo não escapou a este fenómeno, apesar disso a CM de Montijo nada fez nem preparou para o ano de 2006.
Considerando que os chafarizes de água que a CM tem por todo o concelho e que a maior parte dos mesmos não tem nenhum sistema de fecho (Jardim Publico, Ciclo via, Cais dos Vapores, etc), cada chafariz gasta em média cerca de 4.500lt de água por dia, se se multiplicar só por 10 chafarizes no município, chegamos rapidamente a um desperdício de água de 45000lt por dia. Se a este valor somarmos a água que é desperdiçada nas regas dos relvados (mau direccionamento e em horas de calor), a relva sempre cortada rente ao chão (o que faz com que seque mais rapidamente e necessite de mais água urgentemente), rapidamente se chega a um desperdício de mais de 20 milhões de litros de água por ano. Dados da EPAL. Poderia dar mais alguns exemplos de desperdício mas penso que por agora estes são suficientes. Reconheço que a CM de Montijo está no sentido certo, apelando a uma poupança de água por parte dos munícipes e que essa sensibilização tem principalmente o alvo das crianças e jovens. Por outro lado, considero que a CM Montijo não terá nenhuma autoridade moral relativamente a esta questão, uma vez que é ela própria, a CM Montijo, a principal gastadora de água e péssimo exemplo de desperdício. 1 ano após o Bloco de Esquerda levantar o problema, a CM de Montijo começa a agir, lentamente mas a agir. E assim vai o nosso município.
Ricardo Caçoila (Deputado Municipal do Bloco de Esquerda – be.montijo@portugalmail.pt)
Contestar com sentido
1. Os militares e os jornalistas – ou pelos menos, parte dos elementos que os integram, estando ou não no activo - constituem as últimas classes profissionais a manifestar o descontentamento perante as (iminentes) decisões do Governo que afectam os destinos, direitos e privilégios destas classes.
Em Portugal, quase todos concordam que o País precisa de reformas. Mas poucos parecem capazes de as aceitar quando as mesmas os atingem. Nem que fosse por uma questão de credibilidade e justiça, os jornalistas deviam estar na vanguarda da defesa das reformas. O regime de excepção na Segurança Social que abrange a classe, via Caixa de Jornalistas, constitui um privilégio que, no sentido das reformas e da justiça social, não pode continuar.
Por um lado, é pena que tal suceda. Por outro, não podemos, nós jornalistas, querer ser hipocritamente diferentes dos restantes cidadãos. Mesmo quando se trata de um regime que funciona bem e que deveria servir de exemplo para os outros que existem na sociedade portuguesa. Basicamente, seria bom que todos pudessem descontar, financiar e usufruir de um esquema análogo. Talvez um dia possamos caminhar para este cenário.
Por isso, seria possivelmente mais importante para a classe denunciar os obstáculos ao exercício da profissão, do que propriamente fiar-se nas reivindicações de um sindicato que não poucas vezes se deixa cair em jogos e ambições políticas, que não representa a totalidade dos jornalistas e no qual cada vez menos se revêem.
Para alguns, uma Ordem dos Jornalistas faz mais sentido do que um Sindicato. Para outros, revitalizar e alargar os princípios de, por exemplo, a Casa da Imprensa, teria mais lógica e força do que quaisquer contrapartidas no regime da Segurança Social - as quais tornam os jornalistas dependentes de um sistema político do qual insistem em dizer que são independentes. Uma mordomia paradoxal que não deve continuar.
No essencial, devia sobressair a unidade contra a imposição de uma Comissão da Carteira Profissional baseada em elementos externos à profissão, permitindo nomeadamente a proliferação de jornalistas e a descaracterização da profissão. Ao mesmo tempo devia promover-se uma luta mais acesa pelo direito à liberdade de imprensa e contra as limitações políticas impostas na Lei de Imprensa. A renovada noção de segredo de justiça, as improdutivas decisões da Entidade Reguladora do sector, os anunciados e ridículos limites à liberdade de programação televisiva (que, no caso limite, podem levar à suspensão imediata da emissão) ou o nível salarial e a precariedade laboral são algumas das coisas que não fazem sentido existir. Coisas que realmente vale a pena contestar.
2. Dois dos quatro portugueses que morreram na sexta-feira num acidente aéreo no Chile possuem uma história que se cruza com a do Diário Digital.
Jornalista e editor do Record, César de Oliveira foi durante algum tempo colaborador na área do cinema, nomeadamente na crítica de filmes.
A Maria José Margarido ficou directamente ligada à fundação do DD, ajudando a orientar a jovem equipa que então se formava e com parte da qual havia trabalhado no Diário de Notícias, para onde entrou cinco anos antes, em 1994. Não poucas vezes, já depois de ter saído do DD, a Zé foi sempre uma mão amiga que nos levava para diante com um sorriso. Algo que todos os que de perto com ela trabalharam nunca esquecerão.
Às famílias e amigos enlutados destes jornalistas, bem como das outras vítimas deste trágico acidente, exprimimos os nossos pêsames.
Por Filipe Rodrigues da Silva
(colunista no
Diário Digital

Alcochete contra fecho de urgências
O previsto encerramento dos serviços de urgência do Hospital Distrital do Montijo está a causar "mossa" junto da comunidade e das autarquias. Depois de um protesto formal da Câmara montijense, é agora a vez do executivo de Alcochete formalizar as críticas junto do Ministério da Saúde. Numa moção, aprovada, por unanimidade, em sessão de câmara, o executivo manifesta-se “frontalmente” contra a medida e exige “a melhoria do Serviço de Atendimento Permanente” (SAP) no concelho. Integrado na Rede Hospitalar Nacional, o Hospital de Montijo serve uma população estimada em mais de 60 mil pessoas dos concelhos de Alcochete, Montijo, Moita, Vendas Novas e Palmela, sendo atendidos no seu serviço de urgência cerda de 46.864 utentes, o que corresponde a uma média diária de 130 utentes. Em 2001, o serviço de urgências foi alvo de uma operação de remodelação, na ordem dos 1,5 milhões de euros. A moção de protesto contra o encerramento daquele serviço de saúde, aprovada pelo executivo de Alcochete, será agora enviada à Administração Regional de Saúde de Setúbal, aos partidos com assento parlamentar e ao ministro da Saúde.
Alcochete vai construir Centro de Saúde do Samouco
A Câmara de Alcochete terminou as reuniões do Orçamento Participado e já tem prioridades para 2007. A autarquia vai assumir a construção do Centro de Saúde do Samouco, há muito reivindicado pela população. O projecto vai ser uma das prioridades para o Orçamento Municipal (OM) do próximo ano, que nas últimas duas semanas foi discutido com a população das três freguesias do concelho. no dia 6 de Dezembro será apresentado o relatório final do OM para aprovação em sessão pública de câmara. O executivo promoveu uma série de reuniões descentralizadas e fóruns de discussão para debater com a população de Alcochete as principais prioridades para o OM de 2007. A Câmara apresentou propostas e a população elencou prioridades, tendo o presidente da autarquia, Luís Franco, deixado bem claro que este será «um orçamento muito constrangido pelas dificuldades financeiras» do município, que ficaram patentes aquando da conclusão da auditoria financeira. Segundo a auditoria, a Câmara tem uma dívida global de mais de seis milhões de euros que, no entender de Luís Franco, se deve à «má gestão financeira do anterior executivo camarário socialista». O edil disse na altura e reafirma que esta dívida coloca a autarquia numa situação económico-financeira estrangulada, sendo necessária «a redução de despesas e contenção orçamental». «Por isso, não fizemos demagogia e nas reuniões com a população deixámos bem claro que vamos definir prioridades e as propostas da população não são vinculativas, mas vão influenciar o orçamento». Assim, uma das principais prioridades do executivo comunista para 2007 será a construção do novo Centro de Saúde do Samouco, há muito desejado pela população local, já que o actual «não oferece quaisquer condições de funcionamento e segurança para os utentes e profissionais que nele trabalham». A edilidade substitui-se assim ao Ministério da Saúde que ao longo dos anos «sempre fez promessas mas nunca assumiu o projecto». A proposta para a construção do centro de saúde foi levada à reunião com a população da freguesia do Samouco e ficou em primeiro lugar na lista de prioridades, mas está também «no topo da lista da autarquia». O centro ficará num edifício na zona dos lavadores municipais que será totalmente remodelado. «O projecto já está a ser elaborado, de acordo com as directrizes da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e depois seguirá os trâmites legais», avança o edil comunista. «Este equipamento é indispensável para a qualidade de vida da população de Samouco. É pena que seja a autarquia a avançar e não a entidade competente». Nos últimos anos, este projecto foi ficando sucessivamente fora do PIDDAC, apesar das reivindicações da população e autarcas locais. Prioritárias em 2007 serão também as intervenções na Fonte da Senhora e Passil, freguesia de Alcochete. Da reunião realizada nesta freguesia, Luís Franco sublinha a «grande sensibilidade» da população ao concordar que «deverá ser feita uma redistribuição de recursos» aquela zonas menos favorecidas, de forma a melhorar a qualidade de vida das suas populações. A autarquia define, então, como prioridades em 2007 a repavimentação de caminhos no Passil, a construção de um sistema de captação e armazenamento de água e uma estação elevatória. Ainda nesta freguesia, haverá uma «forte aposta» no reforço das condições oferecidas aos alunos, com a realização de algumas obras de ampliação e remodelação de escolas do primeiro ciclo. Na freguesia de S. Francisco, os cidadãos elegeram como prioridade a construção de um centro escolar, embora Luís Franco assegure apenas que em 2007 «será elaborado o projecto com a DREL». O autarca refere que vai analisar com a DREL se será uma escola de primeiro e segundo ciclo apenas ou se também incluirá o terceiro ciclo. «Teremos depois de fazer candidaturas a verbas governamentais para o projecto avançar», adianta o edil que afiança ter deixado «bem claro à população qual o ponto de situação e o que poderá ser feito no próximo ano».
Câmara prepara relatório final
Depois de auscultada a opinião das populações, Luís Franco prepara-se para ouvir as sugestão da oposição socialista. Depois analisará e integrará tudo no orçamento, «de acordo com as possibilidades da autarquia, tendo em conta os constrangimentos financeiros».«As propostas aprovadas não são vinculativas, mas vão influenciar o orçamento. Tendo em conta as várias opiniões definiremos prioridades». Haverá uma sessão pública no próximo dia 6 de Dezembro para apresentação e discussão do OM para 2007, mas estarão «certamente» contemplados o centro de saúde de Samouco, o projecto para o centro escolar de S. Francisco, as obras nas escolas de Alcochete e as intervenções na Fonte da Senhora e do Passil. Contactado pela Rede SMJ, o vereador socialista José Inocêncio disse que vai «aguardar pela “chamada” do PS» pelo presidente da Câmara para lhe dar conta das sugestões dos socialistas para o OM. «Temos algumas propostas baseadas no nosso programa eleitoral, mas só vamos dar a conhecê-las depois do executivo comunista nos dar conta das suas propostas».
Alcochete decora montras no Natal
Pelo segundo ano consecutivo, a Câmara de Alcochete promove o 2.º Concurso de Monstras de Natal, que este ano conta com a envolvência de 27 comerciantes, contra os 10 do ano passado, o que deixa a organização muito satisfeita. «Esta enorme adesão ultrapassa todas as nossas expectativas», realça José Luís Grilo, coordenador do sector de animação cultural da Câmara de Alcochete. De acordo com o responsável, a iniciativa visa, acima de tudo, «estimular e incentivar» a criatividade dos lojistas e as unidades de restauração, que este ano concorrem pela primeira vez. «Revitalizar e estimular o comércio tradicional, devido à abertura das grandes superfícies, porque é este tipo de comércio que mais sofre com as questões económicas do país, é a nossa principal preocupação», argumenta o responsável, que acrescenta que não é apenas com concursos que a edilidade consegue sensibilizar os lojistas, através de várias acções ao longo do ano. «Esta revitalização do comércio tradicional passa também por acções de formação, que contam com o apoio da Escola de Comércio de Lisboa», realça a fonte. O júri é constituído por um representante da Câmara de Alcochete, da delegação de Montijo e Alcochete da Associação do Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal, da Escola de Comércio de Lisboa e da Região de Turismo da Costa Azul. Como principais critérios de avaliação, o júri terá em conta a valorização do produto/serviço, o equilíbrio entre os elementos presentes na montra, nomeadamente o produto, os suportes de exposição e elementos decorativos, bem como a harmonia cromática e a criatividade e originalidade. O vencedor do concurso será conhecido e receberá o respectivo troféu durante uma cerimónia pública que está agendada para o dia 8 de Janeiro do próximo ano, pelas 21h30, nos Paços do Concelho. Além disso, estão garantidos diplomas de participação a todos os participantes. Na altura poderá ser apreciada uma mostra fotográfica das montras participantes na edição deste ano.
Vento forte faz estragos no distrito
O mau tempo que se faz sentir desde o início da manhã, com chuvas e ventos fortes, já provocou mais de 100 ocorrências em todo o distrito, na maioria derivadas da queda de árvores e de outras estruturas. No concelho de Setúbal, a protecção civil recomendou, como medida de precaução, o encerramento dos estabelecimentos de ensino durante a tarde. Quanto à circulação rodoviária, o trânsito na Ponte Vasco da Gama está a decorrer «com especial precaução para os motociclos e automóveis com lona», depois de ter estado condicionado durante a manhã, informou fonte da concessionária Lusoponte. Na 25 de Abril, «a circulação decorre normalmente». O mau tempo tem vindo a causar sobretudo a «obstrução de vias e alguns acidentes, a par de prejuízos materiais», refere o comandante Alcino Marques, do Centro Distrital de Operações de Socorro. Até por volta das 16h00, 85 das mais de 100 ocorrências registadas pelo CDOS estavam relacionadas com situações de queda de árvores e de outros equipamentos, sobretudo nos concelhos de Almada, Palmela e Setúbal. 20 ocorrências tiveram na origem casos de inundações e, um menor número, deveu-se a desabamentos e deslizamentos de terras. No concelho de Setúbal, a intempérie provocou mesmo a queda de um muro junto da unidade de saúde Hospor, na Estrada Nacional 10, que motivou a interrupção da circulação automóvel enquanto os bombeiros sapadores e pessoal da câmara municipal efectuaram a limpeza do pavimento. Nos concelhos de Santiago e Sines, bastante afectados pelo mau tempo que se fez sentir no início do mês, o CDOS tem notícia de uma «baixa precipitação mas vento muito forte», que já causou o «derrube de árvores e a destruição de telhados». A situação de maior risco está prevista até às 19h00. A maré-cheia, que teve início às 17h20, «poderá agravar a situação», no que respeita a inundações, alerta o comandante Alcino Marques, referindo que, a partir das 00h00, é já esperada uma melhoria substancial das condições meteorológicas. Ainda assim, a Protecção Municipal de Setúbal prevê que as noites de hoje e de amanhã sejam aquelas que oferecem maiores preocupações, com chuva e ventos que podem atingir os 70 a 120 quilómetros por hora. O CDOS recomenda uma condução defensiva, a uma velocidade reduzida, sobretudo nas pontes, cuidados especiais para quem reside junto às zonas ribeirinhas, o transporte dos objectos mais valiosos para os pisos superiores das moradias e a evacuação do gado para locais seguros nas áreas agrícolas.
Fonte/Rede SemMais

Microsoft lança Live.com em 47 países
Após uma fase de testes de mais de meio ano, a Microsoft anunciou o lançamento, em 47 países, do Live.com, o renovado motor de busca na Internet que é uma evolução do MSN Search. «Uma das apostas mais ambiciosas da empresa» foi pensada para os mais de 465 milhões de utilizadores únicos mensais do MSN.com. O novo serviço terá uma aparência renovada, que os cibernautas podem personalizar, assim como numerosas mini-aplicações, que se actualizam constantemente. A forma de procura também foi modificada, dando hipótese ao cliente de criar o seu próprio motor através da introdução de domínios e parâmetros. O serviço permite também buscas académicas, em blogs e em páginas que utilizem RSS. Quando se procura por uma imagem, existe a possibilidade de o resultado aparecer numa só página e, passando o rato por cima, pode-se ver o objecto com mais resolução, a informação de origem e o tamanho real.
Fonte/D.D.

Lucro da CGD subiu 31% nos primeiros nove meses do ano
Os resultados líquidos consolidados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) subiram 31% nos primeiros nove meses do ano, face a igual período de 2005, para 555,2 milhões de euros, anunciou esta segunda-feira a instituição financeira. O produto da actividade do banco público 11%, para 2.186,7 milhões de euros, e a margem financeira alargada subiu 13,7%, para 1.268,2 milhões de euros.
Fonte/D.D.
2.773 Queixas de consumo
Só este ano, o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa já recebeu 2.773 reclamações de consumidores insatisfeitos com as suas compras ou com contratos de crédito para o pagamento das mesmas. Metade destes casos não chegaria ao Tribunal Arbitral se os consumidores estivessem melhor informados. “Se houvesse uma boa informação ou mesmo se os consumidores procurassem mais informações, os conflitos de consumo reduzir-se-íam em cinquenta por cento”, declarou ao Correio da Manhã, Isabel Mendes Cabeçadas, responsável pelo Centro de Lisboa, que conta já com dezassete anos de experiência ao longo dos quais resolveu mais de oito mil casos. Dos 2.773 casos recebidos este ano, até ao passado dia 15 de Novembro, foram instituídos 824 casos e resolvidos 727 conflitos. Para a directora do centro, “há uma grande precipitação da parte dos consumidores quando se trata de comprar alguma coisa a crédito”. Um exemplo apontado é o facto de todos os contratos estabelecerem um período de catorze dias durante os quais podem ser renunciados, mas “a maioria dos consumidores desconhece isto”. “Os consumidores reflectem pouco sobre os contratos de pagamentos a prestações e é muito importante que conheçam bem esses contratos”, sublinha a directora do centro, adiantando que igualmente importante é saber-se “se ao longo do tempo se poderão sustentar os contratos e quais serão as consequências se isso não acontecer”. O Centro de Arbitragem de Lisboa tem competência para dirimir conflitos originados em aquisições de bens ou serviços efectuados em estabelecimentos da Área Metropolitana de Lisboa, cujo valor não exceda os cinco mil euros. Quer isto dizer que o consumidor até pode não ser de Lisboa, mas se tiver efectuado uma compra na capital pode recorrer ao centro. Outra área pouco conhecida da actividade do centro é a possibilidade de resolver conflitos decorrentes de compras nos restantes Estados-membros da União Europeia ou através da internet. “Os casos transfronteiriços, principalmente os decorrentes de compras através da internet, começam a ter alguma expressão, mas muitos consumidores ainda desconhecem que podem recorrer a nós para resolver este tipo de conflitos”, revelou Isabel Mendes Cabeçadas. O único senão é que neste caso, os conflitos demoram mais tempo a ser resolvidos do que os 30 a 40 dias necessários para encontrar uma solução em Lisboa, porque o centro tem de contactar o seu congénere no país onde se realizou a compra.
NÚMEROS
Entre Novembro de 1989 e Dezembro de 2004, o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo recebeu 41.653 reclamações, instruiu 8599 casos e resolveu 8.117 processos.
SECTORES
Os sectores nos quais surgem mais conflitos são o dos Imóveis/Condomínios (135 casos), seguido das Telecomunicações (84 casos) e dos Serviços Financeiros/Seguros (77 casos).
CENTRO FINANCEIRO
A importância dos conflitos de natureza financeira faz com que o Governo reconheça a necessidade de um centro de arbitragem dedicado exclusivamente a este tipo de processos. O Executivo considera, porém, que tal centro deve ser uma iniciativa dos bancos.
NACIONAL
Outro objectivo governamental é instituir um centro de arbitragem nacional, aliado aos vários centros regionais existentes.
Fonte/C.M.